O sol de hoje, num relance
Os dois horários grandes são o nascer e o pôr do sol hoje na cidade mostrada no alto, no horário local. A curva acima deles é a altura do sol de meia-noite a meia-noite: a linha reta é o horizonte, a parte preenchida é o dia e o ponto é o sol agora. Embaixo, você vê a duração do dia e quanto ela mudou desde ontem, o meio-dia solar com a altura do sol e a hora dourada do fim da tarde.
A visão Crepúsculo troca o nascer e o pôr do sol pela aurora e pelo crepúsculo, quando o céu começa a clarear ou termina de escurecer. Toque na data para ver outro dia e na cidade para mudar de lugar. Minha localização usa a posição do seu celular, o que ajuda no interior, longe das capitais.
O que conta como nascer e pôr do sol
O nascer do sol é o instante em que a borda de cima do disco aparece num horizonte plano e livre; o pôr do sol, o instante em que ela some. Como a atmosfera curva a luz, você ainda vê o sol quando ele já está um pouco abaixo do horizonte. As efemérides, inclusive as nossas, contam essa refração (cerca de 34 minutos de arco) e o raio do sol (cerca de 16): no nascer, o centro do sol está 0,83° abaixo do horizonte. Os horários valem para o nível do mar e um horizonte aberto; morros e prédios mudam um pouco o que você vê.
Crepúsculo civil, náutico e astronômico
Depois do pôr do sol, o céu não escurece de uma vez. Os astrônomos dividem o crepúsculo em três etapas, conforme a profundidade do sol abaixo do horizonte.
| Etapa | Sol abaixo do horizonte | O que se vê |
|---|---|---|
| Crepúsculo civil | 0° a 6° | Ainda dá para ficar ao ar livre sem luz artificial; os planetas mais brilhantes aparecem. |
| Crepúsculo náutico | 6° a 12° | A linha do horizonte no mar se apaga; os navegadores ainda podiam medir a altura das estrelas. |
| Crepúsculo astronômico | 12° a 18° | O céu parece escuro a olho nu, mas as galáxias fracas ainda não aparecem. |
| Noite | mais de 18° | Céu totalmente escuro. |
No Brasil, o crepúsculo é curto, porque perto do Equador o sol desce quase na vertical. O crepúsculo civil dura de 21 a 23 minutos em Belém e no Recife e de 23 a 27 minutos em São Paulo e Porto Alegre; em Lisboa, chega a 32 minutos em junho. Em todo o país, o céu fica completamente escuro todas as noites do ano.
Hora dourada e hora azul
Os fotógrafos adoram a hora dourada: sol baixo, luz quente, sombras longas. Usamos a definição mais comum, o sol entre 6° acima e 4° abaixo do horizonte. Depois vem a hora azul, com o sol entre 4° e 6° abaixo do horizonte e o céu num azul profundo. Perto do Equador, as duas são curtas: a hora dourada do fim da tarde dura de 40 a 44 minutos em Belém e de 44 a 49 minutos em São Paulo, e a hora azul, de 8 a 10 minutos. Em Paris, a hora dourada passa de uma hora.
A duração do dia no Brasil
A duração do dia depende da latitude e da estação. No hemisfério Sul, o dia mais longo cai no solstício de dezembro, no começo do verão, e o mais curto no solstício de junho, no começo do inverno. Veja os números de 2026, pelos nossos cálculos:
| Cidade | Latitude | 21 de junho | 21 de dezembro |
|---|---|---|---|
| Belém | 1° S | 12 h 02 min | 12 h 13 min |
| Recife | 8° S | 11 h 39 min | 12 h 36 min |
| Brasília | 16° S | 11 h 11 min | 13 h 04 min |
| Rio de Janeiro | 23° S | 10 h 44 min | 13 h 33 min |
| São Paulo | 24° S | 10 h 41 min | 13 h 35 min |
| Porto Alegre | 30° S | 10 h 13 min | 14 h 05 min |
| Lisboa | 39° N | 14 h 53 min | 9 h 27 min |
| Reykjavík | 64° N | 21 h 09 min | 4 h 07 min |
Quanto mais longe do Equador, maior a diferença entre o verão e o inverno: quase 4 horas em Porto Alegre, menos de 15 minutos em Belém, onde o dia tem praticamente 12 horas o ano todo.
Sol a pino
Ao norte do Trópico de Capricórnio, o sol passa exatamente a pino, a 90° de altura, duas vezes por ano, no meio-dia solar: nesse instante, um poste reto não faz sombra. Em 2026, isso acontece em Brasília em 5 de fevereiro e 5 de novembro, no Rio de Janeiro em 2 de janeiro e 10 de dezembro e em Belém em 16 de março e 26 de setembro. O centro de São Paulo fica um pouco ao sul do trópico: lá, o sol chega a 89,9° no solstício de dezembro, sem passar exatamente a pino.
Por que o pôr do sol mais cedo não cai no dia mais curto
Em São Paulo, o dia mais curto de 2026 é 21 de junho, com 10 h 41 min de sol. Mas o pôr do sol mais cedo acontece duas semanas antes, em 7 de junho (17h27), e o nascer mais tardio quase duas semanas depois, em 3 de julho (6h49). No verão, a mesma coisa: o dia mais longo é 21 de dezembro, mas o sol nasce mais cedo em 29 de novembro (5h11) e se põe mais tarde em 13 de janeiro (18h59).
O motivo é a equação do tempo. Como a órbita da Terra é uma elipse e o eixo dela é inclinado, o meio-dia solar não cai todo dia no mesmo horário: em São Paulo, ele vai de 11h50, no começo de novembro, a 12h21, em fevereiro. Perto dos solstícios, esse deslocamento empurra o nascer e o pôr do sol para o mesmo lado.
Sem horário de verão
O Brasil não adota horário de verão desde 2019: o Decreto nº 9.772, de 25 de abril de 2019, acabou com ele, e o Ministério de Minas e Energia informou em 2026 que não há previsão de retomá-lo no verão 2026/2027. Por isso o pôr do sol de janeiro em São Paulo fica perto das 19h, e não das 20h como na época do relógio adiantado.
Como calculamos
Todos os horários são calculados no seu aparelho com o algoritmo da agência americana NOAA, baseado no livro Astronomical Algorithms, de Jean Meeus. Comparamos os resultados com uma efeméride independente em 2.244 horários de nascer e de pôr do sol em 19 cidades, de Quito e Buenos Aires ao Círculo Polar Ártico: a diferença média é de 2 segundos e a maior, de 33 segundos. Os horários são arredondados ao minuto, no horário local do lugar.
Cada cidade tem sua página com a tabela completa do ano, como o nascer do sol em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília. Para o céu da noite, veja a fase da lua hoje; o relógio mundial mostra a hora em cada cidade, e a página do horário de verão traz as mudanças de horário pelo mundo.